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domingo, 3 de outubro de 2010

Vote nu.

Bem, é isso, hoje vamos decidir o futuro do país. Nos próximos quatro anos as decisões de todos os eleitores que estão votando nesse exato momento, de todos os que irão votar, e de todos os que já votaram irão afetar o nosso modo de vida. Que frase linda, quanta emoção me causou escrever estas palavras (sim, pois sou cidadão de primeira viagem). Vivemos em um regime democrático, e batemos no peito com relação a isso, nossa sociedade deixou para traz os fantasmas da Ditadura e dos Estado Socialistas Totalitários. Vivemos no ápice, a democracia representativa permite a todos participar das decisões importantes do país. O sonho perfeito; nós, o povo, outorgamos nosso poder absoluto de decisão a representantes, que utilizarão desse poder supremo para manter a ordem da sociedade. Mas, o que recebemos em troca dessa confiança?



Li no twitter outro dia, "Sou a favor da Ficha Limpa, claro. mas me pergunto se um povo que precisa ser proibido por lei de eleger criminosos realmente a merece.". Concordo. O sistema democrático está ai, mas o povo não o sabe usar. Metaforizando, Política Brasileira é como coleta seletiva. Temos várias opções, cada qual adequada a um caso específico, a finalidade é aproveitar o máximo nossos recursos para uma vida em sociedade mais saudável. Infelizmente, confundimo-nos com a cor das lixeiras, temos preguiça de pensar, não temos consciência coletiva -de que nossas decisões afetam a todos. Logo, jogamos tudo em um só saco, poluímos as ruas, quando há algum problemas enterramos tudo bem fundo na terra, nos apoiamos no discurso de que uma só pessoa não pode mudar a situação. É o sistema. Penso no velho discurso, dizem que a alienação do povo enche os bolsos dos ricos empresários, verdade? Não sei, talvez.
Não vou dar conselhos utópicos, apenas digo que seria um grande passo para a mudança se votássemos despidos das opiniões dos outros, sem influências externas.

Daqui a pouco vou votar, em quem? segredo. xD

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Dê-me independência, please!


O Rio Grande do Sul (RS) tem vários elementos que o possibilitariam ser um estado independente: o nacionalismo de seu povo; estabilidade política e democrática; economia próspera (mesmo não sendo totalmente explorada); índices de qualidade de vida, educação, renda per capita bem superiores aos do resto do pais etc. O problema esta nos interesses econômicos dos nossos empresários e políticos. É muito mais fácil sonegar impostos, roubar recursos públicos, e explorar os direitos dos trabalhadores dentro de um estado grande como o Brasil, pois o controle é precário e a maior parte da população não tem acesso às informações (por causa da má distribuição de renda, que por sua vez é gerada pelo roubo e desvio da verba pública destinada à educação e à cultura).
Exemplos claros para isto são notados aqui mesmo na América Latrina, como no Uruguai, que tem índices de analfabetismos quase nulos; pouquíssimos casos de "roubalheira no senado"-ou seja, escândalos políticos; e uma participação enorme do povo na administração do Estado.



A tentativa de separação do RS do resto do país já foi feita uma vez, e pelo mesmo principio que exemplifiquei acima, o pequeno estado estava sendo prejudicado pelo grande país. Essa revolução que alguns gaúchos propõem agora já foi feita e fracassou, não por falta de motivação, mas sim por falta de recursos, é muito difícil "nadar contra a corrente".

A reflexão, ou moral da história, é se devemos encarar nossa independência política como um sonho a ser realizado ou como um argumento para reclamar dos problemas que vemos todos os dias. É muito bonito bater no peito e dizer, eu não sou brasileiro, sou gaúcho (eu faço isso), mas devemos levar em conta que os problemas existem tanto lá quanto cá. Não basta pensar nas diferenças culturais ou "em qual terra eu me identifico mais" devemos realmente agir com atitudes de mudança. Senão o gaúcho será igual ao paulista, ao mineiro e ao brasileiro que reclamam e não fazem nada, que veem seu dinheiro ser enfiado nas cuecas pelos seus políticos, que veem empresas públicas serem privatizadas a preço de banana ou seus filhos e parentes viciados em drogas, ah com uma diferença, nós falamos tchê e tomamos chimarrão.